Durante o mês de junho, muitas pessoas celebram festas dedicadas a santos como Santo Antônio, São João e São Pedro. Essas comemorações fazem parte da tradição católica, mas a maioria dos evangélicos não participa delas por causa de suas crenças religiosas.
Segundo a visão evangélica, a Bíblia ensina que a oração deve ser feita diretamente a Deus, por meio de Jesus Cristo. Por isso, os santos são vistos como exemplos de fé e dedicação a Deus, mas não como pessoas que podem receber orações ou interceder pelos fiéis.
A prática de honrar santos começou nos primeiros séculos do cristianismo, quando muitos cristãos foram perseguidos e mortos por causa da fé. Com o tempo, alguns desses mártires passaram a ser homenageados e invocados em orações. No entanto, durante a Reforma Protestante, no século XVI, os reformadores defenderam que apenas os ensinamentos encontrados nas Escrituras deveriam orientar a fé cristã. Por esse motivo, práticas como a veneração dos santos foram rejeitadas pelos protestantes.
Os evangélicos costumam basear essa posição em textos bíblicos como 1 Timóteo 2:5, que afirma que existe um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo. Também citam passagens como Êxodo 20, que alerta contra a adoração de imagens e outros objetos de devoção.
Apesar disso, muitas igrejas evangélicas realizam festas com características culturais semelhantes às festas juninas, incluindo comidas típicas, danças e roupas caipiras. Nesses casos, o foco está na confraternização e na cultura popular, e não na homenagem a santos.
Além disso, para muitos evangélicos, a idolatria não se resume a imagens ou santos. Qualquer coisa que ocupe o lugar de Deus na vida de uma pessoa — como dinheiro, trabalho, poder ou até mesmo líderes religiosos — pode se tornar um ídolo. Por isso, a fé evangélica enfatiza que Deus deve ocupar o primeiro lugar em todas as áreas da vida.